segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010



Biblioteca de São Paulo 
é inaugurada onde funcionava o Carandiru

No local onde funcionava a Casa de Detenção do Carandiru, na Zona Norte de São Paulo, foi inaugurada hoje a Biblioteca de São Paulo, que abrirá ao público a partir de amanhã.

Com pufes coloridos e poltronas confortáveis, o novo espaço cultural, que ocupa um pavilhão de 4.257 m2, foge do estereótipo da biblioteca pública com ar austero e lembra mais uma livraria moderna de grande rede. 

A inauguração marcou a etapa final da mudança do lugar que chegou a ser o maior presídio da América Latina, com cerca de 8.000 presos e foco de constantes rebeliões e fugas. A transformação começou em 2002, quando os primeiros pavilhões com as celas foram implodidos e deram origem, anos depois, ao Parque da Juventude. Dos sete pavilhões originais, somente dois foram mantidos e, depois de reformados, passaram a abrigar uma escola técnica. 

A biblioteca foi pensada com o objetivo de incentivar a leitura e será um centro de treinamento para todas as bibliotecas municipais que existem no estado de São Paulo. 

A obra teve investimentos dos governos estadual (R$ 10 milhões) e federal (R$ 2,5 milhões). Será administrada pela Poiesis, organização social à frente também da Casa das Rosas e do Museu da Língua Portuguesa. O projeto arquitetônico, a cargo do escritório paulistano Aflalo & Gasperini - o mesmo que executou o Parque da Juventude - levou oito meses para ser concebido. O custeio será de R$ 4 milhões e uma verba adicional de R$ 1 milhão deve ser destinada todo ano para a atualização do acervo. 


 biblioteca são paulo carandiru
                         
Foto de Daigo Oliva/ G1 (link abaixo) 


  
Com cerca de 30 mil itens, que incluem livros, DVDs, CDs, revistas, quadrinhos e jornais, a biblioteca dispõe de equipamentos de última geração, como um terminal de auto-atendimento, que permite ao usuário cadastrado liberar o empréstimo sozinho. Há a preocupação com acessibilidade: o local tem de elevador e impressora em braile a software que faz a leitura em voz alta. O acesso à internet será de graça e computadores estão espalhados por todos os lados.  Também há um auditório para palestras e eventos e uma área externa coberta, com café e espaço para apresentações artísticas. 

A expectativa é receber cerca de 700 pessoas diariamente. 

 Biblioteca de São Paulo 
  
Endereço

 Parque da Juventude. Avenida Cruzeiro do Sul, 2.630, Prédio 3 
(Fica ao lado da estação de metrô Carandiru (Linha Azul) 
 e há estacionamento pago para carros)


Horários de funcionamento

Terça a sexta, das 9h às 21h. Sábado, domingo e feriado, das 9h às 19h


Entrada gratuita




Textos originais em:







OPINIÃO

secretário de Estado da Cultura de São Paulo, João Sayad, mostra-se, mais do que um visionário, um homem de ação.  Merece parabéns, assim como toda a equipe responsável pelo projeto.
A proposta inovadora deverá ser um marco na cultura brasileira, se conseguir romper a lamentável tendência nacional de deixar morrer os seus projetos inovadores...
A Biblioteca conta com uma equipe dirigida por uma bibliotecária (conforme foi informado nas matérias) e deverá ser um centro de treinamento para as demais bibliotecas paulistas, o que nos motiva a cogitar um futuro promissor para as mesmas.  E, quem sabe, um modelo a ser seguido em outros estados e municípios.


A Biblioteca Bororó

Em dezembro de 2009 a Biblioteca Comunitária Bororó abriu suas portas à comunidade. A parceria firmada entre a Associação Comunitária Sargento Raimundo Corrêa Garcia, o Ponto de Cultura Bairro Assunção, a ONG Cirandar e o Instituto C&A possibilitará a democratização do acesso ao livro e a atividade de promoção comunitária à leitura a dezenas de moradores do Bairro Assunção, em Porto Alegre, RS. Atividades como contação de histórias, rodas de conversas sobre histórias da comunidade e auxílio a pesquisas serão oferecidas diariamente.
Para inaugurar a Biblioteca Bororó, foi convidado o escritor e ilustrador André Neves (foto), pernambucano que, há 11 anos, adotou o Rio Grande do Sul como sua casa. Vizinho da biblioteca, entregou-lhe, além de livros, várias propostas de logotipos para serem escolhidos entre as crianças e os moradores. 

A biblioteca se localiza na Rua Bororó, 21 e atende das 14h às 20h.

Mais informações em: 

Texto original de Eleonora Spinato, coordenadora do Ponto de Cultura Bairro Assunção em: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2770564.xml&template=3898.dwt&edition=13872&section=1071


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010




Foto: Fernando Gomes/Zero Hora/Ag.RBS


Patrimônio Imaterial: Procissão de N. Sra. dos Navegantes 



A Festa de Nossa Senhora dos Navegantes foi homologada como Patrimônio Imaterial de Porto Alegre pelo prefeito José Fogaça.

Encaminhada pela Coordenação de Memória da Secretaria Municipal da Cultura (SMC), a proposta facilita o acesso a recursos das leis de incentivos culturais à festa popular, realizada anualmente no dia 2 de fevereiro. A festa há mais de um século mobiliza a população e representa a manifestação religiosa mais esperada pela comunidade porto-alegrense.

Aprovada pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico Cultural (Compahc), a iniciativa constituiu o primeiro registro de bens culturais de natureza imaterial na Capital.

Organizada pela Irmandade de Nossa Senhora dos Navegantes, a 135ª edição da procissão ocorrerá na terça-feira, feriado. A imagem foi trasladada no dia 17 da Igreja Navegantes para o Santuário de Nossa Senhora do Rosário, no Centro Histórico, onde pode ser visitada pelos fiéis. A procissão de retorno à Igreja Navegantes começa às 8h de terça-feira.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010


BIBLIOTECA NACIONAL: PROJETO FÊNIX

A Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro deve receber – por exigência da Lei de Depósito Legal – pelo menos um exemplar de tudo o que é publicado no Brasil. Isso dá uma ideia do tamanho do acervo: uma estimativa de oito anos atrás rondava a casa dos dez milhões de obras. Além de livros sobre assuntos dos mais variados tipos, jornais e revistas, a BN guarda ainda obras que são consideradas verdadeiras joias – desde manuscritos até livros que são exemplares únicos no mundo. As edições especiais são guardadas em cofres especiais e não estão disponíveis ao público em geral para consultas.
Manusear uma edição impressa no século 16, por exemplo, é privilégio para poucos: pesquisadores começam a pesquisa a partir de microfilmagens ou arquivos digitalizados e apenas no fim podem ter acesso ao livro original. A restrição acontece porque grande parte das edições está em condições precárias; e mesmo as que já foram restauradas precisam de cuidado especial na hora do contato físico. 

Projeto Fênix

“O projeto Fênix, de recuperação destas obras, está preocupado em fazer com que o livro possa ser novamente tocado”, 
explica a chefe de divisão de Obras Raras da Biblioteca Nacional, Ana Virgínia Pinheiro. 
“Não é uma questão estética – tentar deixá-lo bonito – mas sim uma forma de tratá-lo e higienizá-lo para que possa sobreviver por mais tempo”, diz. 

Pelo menos 129 peças serão recuperadas no projeto, desenvolvido desde fevereiro de 2009 pela Divisão de Obras Raras com o intuito de restaurar os exemplares de maior valor para a pesquisa e que tem o patrocínio do BNDES no valor de R$ 374.778,00. 
O setor de Obras Raras tem cerca de dois quilômetros de livros enfileirados: grande parte pertenceu à Biblioteca Real. Essa biblioteca é tratada como um organismo vivo, e seus livros como entidades. E como tudo o que está vivo, também a biblioteca de obras raras está fadada a lutar contra a morte.  

No bojo do Projeto estão os objetivos de 
"disponibilizar para consulta, novamente, as obras cujo avançado estado de deterioração física inviabiliza seu manuseio; facilitar a pesquisa, garantindo o fluxo evolutivo da ciência, pelo acesso material e intelectual a itens fundamentais do conhecimento registrado e organizado; promover o acesso eletrônico, local e à distância, através de imagem digital da íntegra dos títulos mais raros do conjunto; garantir o direito de acesso à informação registrada e difundida, como recurso de salvaguarda da memória mundial".

Entre os livros selecionados, o primeiro a ser restaurado foi o Diuina Proportione (1514), de Luca Pacioli, com figuras de sólidos geométricos desenhadas por Leonardo da Vinci. O título, assim como os outros 149 congraçados, passou também por um processo de documentação, chamado Sistema Híbrido de Preservação, em que foi recuperado, microfilmado, digitalizado e disponibilizado ao público via internet. O livro de Luca Pacioli já está na rede, no site da Biblioteca Nacional Digital (http://bndigital.bn.br/) e, em outra inciativa do setor de Obras Raras que tem tornado acessível os livros antigos ao público em geral, está entre as peças que foram reproduzidas como um fac-símile e estão à venda (o custo aproximado é de R$ 20,00). 


Exposições

 Ana Virgínia Pinheiro afirma que o processo permitiu a redescoberta de belíssimas encadernações de veludo e couro que serão apresentadas ao público em uma exposição sobre encadernações luxuosas, que revelam o trabalho artístico do encadernador.  As exposições fazem parte de um projeto maior de difusão das obras raras e estreitamento do contato com o público, principalmente o pesquisador. Nesse sentido, está em fase de montagem uma exposição sobre esportes, que foi sugerida por um professor de Educação Física da UFRJ.


Inferno

Outro tema que deve merecer curadoria é o Inferno, título que nomeia uma coleção de livros considerados "malditos" ao longo dos séculos, censurados ou escondidos, e que também está na fila de espera por patrocínio para o restauro. A coleção tem raridades como Mein Kampf, de autoria de Adolf Hitler; tomos pornográficos de diversos séculos; além dos censurados pela ditadura militar brasileira. 

"Na época da censura no Brasil, bibliotecários transferiram diversos títulos de sua seção original para a Divisão de Obras Raras com o intuito de salvá-los do desaparecimento", conta Ana Virgínia Pinheiro.

“Não tínhamos a informação de que elas estavam aqui. Quando começamos a catalogar as peças, nos perguntamos o que aconteceu? Então notamos que elas não passariam despercebidas aos olhos de um censor, por isso foram escondidas. Tem um livro que fala de técnicas de desenho que parece inocentíssimo. Lá pelas tantas, as páginas começam a mostrar imagens nitidamente homoeróticas”, completa ela.

Cemitério
Os livros que correram até mesmo o risco de desaparecer no período da repressão – como desapareceram tantas pessoas que pensavam e agiam diferente das regras impostas – também correm risco de morte. Assim, Cemitério é o nome de outra coleção de destaque, que abriga os exemplares decrépitos, putrefados e que, por obra do tempo, de materiais frágeis e do mau uso, acabaram "blocados", ou seja, tiveram suas páginas coladas umas as outras, metamorfoseando-se de tijolo, e que aguardam por um processo de restauro que, espera-se,  deverá surgir no futuro.


Obras Destacadas

Além do Diuina Proportione, entre as raridades do acervo está a Emblemata, publicada em 1624, em Amsterdã, escrita por Johan de Brune e considerada rara porque também tem características das edições flamengas, da região de Flandres, como a impressão em papel de baixíssima qualidade, usada para aumentar as tiragens. As emblematas tratavam de orientações morais e ensinavam, por exemplo, como a pessoa deveria se comportar diante de um amigo. 

“O livro traz imagens de mães em condição de maternidade, uma coisa inédita no século 17. Não era de praxe retratar a vida cotidiana das pessoas. O que existia neste período sobre maternidade eram somente imagens da virgem Maria segurando o menino Jesus. Mas este livro mostra a imagem de uma mulher evidentemente nobre, com roupas de gola alta e renda, que está trocando a fralda suja de uma criança”,
diz Ana Virgínia.

Outro tesouro é O Fênix de Minerva: o livro fala de técnicas de memorização e deve ser o primeiro livro deste gênero publicado em língua espanhola – a edição de 1626 (Madri) está na fila para ser restaurada pelo projeto Fênix. A obra ensina os estudantes a decorar textos, dados e ainda como fazer para não esquecê-los.

Manuais
No século 17 já havia a preocupação em se criar manuais para quem fosse casar. A Carta de guia de casados, de 1651, foi escrita por Francisco Manuel de Melo – ela tem formato estreito, como se fosse uma edição para se ter sempre à mão; estabelece regras bastante rígidas para as mulheres e outras bem flexíveis para os homens. Uma parte do manual sugeria às mulheres tomar cuidado com as empregadas, porque elas poderiam lhes roubar o marido (foto abaixo, de Pollianna Milan).

 Fotos: Pollianna Milan / A “Carta de guia de casados”, de 1651: mulheres deveriam tomar cuidado com as suas empregadas

Pioneirismo
Algumas edições do setor de Obras Raras são pioneiras na utilização de certas técnicas. A Cosmografia, de Petri Apiani (1551), impressa em Paris, traz nas páginas algumas pequenas peças que se movem – denominadas semoventes. 
“Os livros infantis atuais, que usam este recurso, devem ser uma imitação de Apiani”, afirma Ana Virgínia. 
Outro livro raro é o de Schedel – escrito na Europa no século 15 – que foi o primeiro a retratar mapas com a técnica “vista de pássaro”. É algo semelhante ao que se vê hoje no Google Maps: a imagem das casas aparece em três dimensões – o teto e pelo menos duas laterais.
Diante destes exemplos, pode-se considerar que a divisão de raridades da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro é um baú cheio de preciosidades a preservar e descobrir.

Texto compilado de artigos disponíveis em:
e

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Ministério da Cultura Prorroga o Edital de Modernização de Bibliotecas


O Ministério da Cultura prorrogou até 10 de fevereiro o prazo para inscrições no 
Edital Mais Cultura de Modernização de Bibliotecas Públicas Municipais. Com investimentos de R$ 3,2 milhões, a iniciativa deverá beneficiar 100 bibliotecas públicas em municípios com até 20 mil habitantes. Os projetos contemplados receberão kit composto de mil livros, mobiliários, almofadas, pufes, tapetes e telecentro digital com 11 computadores conectados à Internet banda larga. 

Segundo o diretor de Livro, Leitura e Literatura do MinC, Fabiano dos Santos Piuba, a ação tem por objetivo estimular o gosto pela leitura e tornar as bibliotecas espaços culturais dinâmicos e atrativos. Entre 2008 e 2009, o Mais Cultura investiu R$ 22,5 milhões para modernizar 410 bibliotecas públicas municipais em todo o país. Dessas, 299 localizadas nos Territórios da Cidadania. Outros R$ 21,2 milhões estão previstos para modernizar 576 bibliotecas a partir de 2010, por meio de editais pactuados com os governos estaduais. O Governo Federal investe 66% dos recursos e os estados aportam 33% de contrapartida.

As Prefeituras interessadas em participar devem enviar as propostas para o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas/Fundação Biblioteca Nacional (Rua da Imprensa, nº 16, Sala 1.102, Palácio Gustavo Capanema, Centro, CEP 20030-120, Rio de Janeiro). O edital e seus anexos estão disponíveis nas páginas eletrônicas do Ministério da Cultura, no link Editais, e do Programa Mais Cultura


[texto original de Rafael Ely, em: http://www.cultura.gov.br/site/2010/01/21/minc-modernizara-bibliotecas-em-municipios-com-ate-20-mil-habitantes-2/]


Opinião:

O kit distribuído às prefeituras poderá incluir ainda o mais moderno instrumento para a gestão de bibliotecas: o bibliotecário inflável (produzido por uma famosa empresa que atende aos Looney Tunes).  Peça de adorno, como o profissional costuma ser reconhecido pela sociedade, o bibliotecário inflável vem com bomba embutida, facilitando seu enchimento.  O local indicado para seu posicionamento na biblioteca é sentado, preferencialmente à mesa, atrás de uma pilha de livros, na entrada da biblioteca.  O apetrecho já vem com a mão sinalizando o conhecido pedido de silêncio, com o dedo indicador posicionado aos lábios (versões destro e canhoto).  A distribuição do bibliotecário inflável objetiva facilitar a vida das prefeituras, dispensando-as de realizarem concursos públicos para o cargo de bibliotecário.  Afinal, para que gastar tempo e dinheiro com concursos que não irão ter seus aprovados nomeados? [Karin K. Carteri]




quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Acervos Especiais e Exposições



Arquivo Padre Balduino Rambo


O Memorial Jesuíta Unisinos abre à comunidade o arquivo Padre Balduino Rambo, S.J., no qual estão reunidas correspondências dos anos de 1930, 1940 e 1950 com cientistas de diversos países sobre a flora gaúcha. Intitulado Organização, preservação e disponibilização do Arquivo Balduino Rambo é o primeiro projeto de organização e difusão de acervo do Memorial. O material fica na biblioteca da Universidade (Avenida Unisinos, 950, São Leopoldo). As visitas gratuitas devem ser agendadas com Isabel pelo (51) 3590-8802. 


O Cruzeiro


A Faculdade de Artes e Comunicação da Universidade de Passo Fundo está expondo edições da revista O Cruzeiro, publicação que marcou época na história da imprensa brasileira. Considerada a principal revista ilustrada brasileira do séc. XX, O Cruzeiro foi responsável pela pioneiro uso de duplas repórter e fotógrafo em suas reportagens. A exposição ocorre no prédio da FAC (BR-285, km 171, bairro São José, Passo Fundo), das 8h às 22h30min. Entrada franca. Mais informações pelo (54) 3316-8183. 

Do Blog Bibliotequices e afins:


Bibliotecários escolares: fiquem de olho nessa notícia!

O ano de 2010 inicia-se com ótimas notícias para o meio biblioteconômico. Estamos sempre reclamando que nada acontece em nosso meio. No entanto, a oportunidade que se apresenta, não dá para deixar passar em branco. Em especial, aos bibliotecários escolares que sempre permaneceram à deriva de tudo que acontece, essa é a chance:










ORIGEM 

O Fundo foi criado em 2009 com a finalidade de aumentar as oportunidades para que jovens bibliotecários(as) brasileiros(as) possam participar ativamente de fóruns internacionais sobre biblioteca escolar, especialmente da International Association of School Librarianship (IASL).



OBJETIVO

O Fundo consiste em um prêmio para possibilitar que jovens bibliotecários (as), que trabalhem e vivam no Brasil, e que sejam interessados em bibliotecas escolares e sua função educativa, participem de congressos da International Association of School Librarianship – IASL. Este bibliotecário (a) deverá ter 40 anos ou menos. A participação permitirá que essa pessoa atualize seus conhecimentos e habilidades e possa construir uma rede de pessoas e organizações interessadas na biblioteca escolar.


Quem pode se candidatar
Tanto indivíduos quanto instituições podem se candidatar.



ASPECTOS FINANCEIROS

O prêmio inclui:
· Pagamento de duas anuidades como membro da IASL;
· Despesas de viagem para participar do Congresso da IASL 2010 ( 27/09/2010 a 02/10/2010 em Brisbane, Australia);
· Despesas com passaporte e visto;
· Seguro de viagem;
· Despesas para acomodação e alimentação.



ADMINISTRAÇÃO

O Fundo é administrado pela ‘Stichting Het Da Vinci Huis’, com sede na Holanda. Uma comissão formada por três membros, presidida pelo Diretor Regional da IASL para a América Latina/Caribe selecionará o candidato a ser indicado ao prêmio. O Diretor Regional da IASL para a América Latina e Caribe será a pessoa de contato entre o vencedor e a Stichting Het Da Vinci Huis.



SELEÇÃO

A seleção dos candidatos será feita por um júri formado por três profissionais: o Diretor Regional da IASL para a América Latina e Caribe, um professor universitário que atue na área de biblioteca escolar e o presidente de uma entidade que reúna bibliotecas escolares. Para 2010 o júri será formado por:
- Katharina B. L. Berg - Diretora Regional da IASL para a América Latina e Caribe;
- Profa. Dra. Bernadete Campello (UFMG - Grupo de Estudos em Biblioteca Escolar)
- Eliane Fioravante Garcez (Coordenador - Grupo de Bibiotecários da Área Escolar de Santa Catarina - GBAE/SC)



INSCRIÇÕES

Os candidatos deverão enviar sua inscrição ao prêmio e toda a documentação requerida para o Diretor Regional da IASL para a América Latina e Caribe (kberg@midiateca.com.br)
Na inscrição o candidato deverá incluir:
- Currículo vitae;
- uma breve descrição da escola e da biblioteca escolar onde trabalha;
- os motivos que o levam a se candidatar ao prêmio;
- o nome de um dos membros da escola onde trabalha para contato;
Deve enviar também uma explanação sobre os benefícios em potencial que o prêmio pode trazer caso seja escolhido.
As inscrições podem ser feitas por correio ou eletronicamente. O formulário de inscrição está disponível em: http://albertkb.nl/pageID_8620835.html
O prazo final para a inscrição ao Prêmio é 1º de maio.
outros requisitos


O vencedor deverá fazer uma pequena apresentação (cerca de 10 minutos) durante a Conferência da IASL e escrever um relato para ser publicado em uma revista de circulação nacional/internacional.
Postagem original em: http://bibliotequiceseafins.blogspot.com/

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Concursos Públicos: opinião




Concursos públicos para bibliotecários são sempre bem-vindos, pois há uma demanda imensa a atender.  O descaso com as bibliotecas públicas, escolares, comunitárias é conhecido não apenas pelos profissionais que almejam nelas atuarem, mas principalmente pelas comunidades que delas fazem uso.  Muitas pessoas acreditam que, para ser uma biblioteca, basta que no local existam livros.  Porém isso é uma inverdade.  Muitas bibliotecas, geridas por profissionais de outras áreas, acabam se tornando meras extensões da sala de aula ou, ainda pior, em arremedos inferiores desta.  Isto acarreta na conhecida e infame alcunha - ainda, infelizmente perpetuada - da "tia da biblioteca": uma megera rabugenta que exige silêncio e ordem.  Assim como um enfermeiro não pode receitar remédios, não há outro profissional que não o bibliotecário capacitado a gerir uma biblioteca.  Se assim não deve ser, que acabemos, então, com os bacharelados em biblioteconomia! Concursos foram e estão sendo feitos no RS.  Mas isso não basta; é preciso nomear os aprovados, oportunizando a todos o acesso à bibliotecas que, de fato, possam ser assim consideradas. [Karin K. Carteri]





Castelo de Pedras Altas é Patrimônio Estadual


O protocolo de tombamento do Castelo de Pedras Altas foi assinado no sábado pela secretária de Estado da Cultura, Mônica Leal, no município. O documento inclui o acervo bibliográfico e documental e os bens móveis e naturais para conservação e manutenção.
A Granja de Pedras Altas foi o grande projeto de Joaquim Francisco de Assis Brasil. Político, diplomata, produtor rural e intelectual gaúcho, ele construiu uma moradia em forma de castelo medieval, inaugurada em 1912, onde instalou uma biblioteca com obras raras e diversificadas.